O seu desafio de cada dia



Estamos no século da informação, com as mais variadas tecnologias nos oferecendo dados instantâneos a cada minuto. Antes mesmo da informação se confirmar verídica, estamos recebendo e julgando. Hoje, é difícil se manter atualizado, mesmo porque a própria atualização é relativa.
Como prova deste avanço da comunicação, podemos usufruir de meios como esta revista, que iniciou de um sonho e hoje se mantém para agradar um público fiel, conquistado com a criatividade dos seus idealizadores. Porém, necessita-se mais conteúdo, mais informação, mais, mais, sempre mais. E, por isto estamos aqui, a fim de escrever mensalmente sobre os mais variados assuntos.
Vivemos em um século veloz e precisamos acompanhar o ritmo frenético da evolução e nos moldar a esta metamorfose e à necessidade de estar sempre surpreendendo, conforme exige o mundo globalizado, o qual é responsável por transformar os jovens em adultos teens, requerendo um amadurecimento precoce, atitudes pensadas e brincadeiras sérias.
As corporações buscam profissionais que saibam trabalhar em equipe, mas a realidade impõe cada vez mais opções de solidão. Achamos jovens com um grande poder de oratória virtual que quando colocados frente a frente com “gente real” sentem-se inibidos, incapazes, despreparados e que não conseguem manter um relacionamento saudável com suas famílias, seus amores e principalmente, não conseguem decolar em suas carreiras. O desafio atual é saber viver entre pessoas, pois cada vez mais o ser humano é capaz de viver sozinho.
A mídia impõe um modelo formado, onde se tem que ser belo, educado, inteligente, capacitado, hábil, poético, bem sucedido, talentoso, com profissões pré-determinadas, modelos perfeitos que na mídia aprendemos a admirar, porém, quando observamos a vida real, vimos jovens depressivos por não poderem acompanhar este padrão imposto.O que fazer? Acomodar-se ou buscar valorizar o real, o visível e o atingível, tentando resgatar os valores de uma geração, dando liberdade para os jovens escolherem que caminho profissional seguir, que estilo adotar, que roupa vestir, sem parecerem outdoors ambulantes, sócias das atrizes de TV? É possível? Que tal tentarmos sair do comodismo? Talvez este seja um tema pesado para inaugurar uma página, mas, o obvio precisa ser dito e a realidade iluminada.

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